Prefeitura de São Paulo cria Programa BioSP para uso de biometano no transporte coletivo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, assinou no último dia 2, durante o 12º Fórum do Biogás, um decreto que institui o programa Bio SP, iniciativa que estabelece regras para a aquisição de biometano e sua incorporação progressiva à frota de transporte público e de veículos de coleta da cidade.
O decreto é um passo decisivo para a substituição de ônibus e caminhões a diesel por modelos movidos a combustíveis renováveis e menos poluentes. “É fundamental avançar na substituição dos ônibus e caminhões a diesel por veículos movidos a energia limpa, seja biometano ou eletricidade”, disse o prefeito. O objetivo da gestão municipal é acelerar o processo de descarbonização, promovendo a transição da matriz energética dos ônibus para fontes sustentáveis.
Nunes reforçou ainda a sustentabilidade financeira. “Para efeito de comparação: enquanto um ônibus a diesel custa em média R$ 25 mil por mês em combustível, um elétrico consome cerca de R$ 5 mil, uma economia de R$ 20 mil mensais, ou R$ 240 mil por ano. No caso do biometano, ainda não há preço definido”, explicou.
Com a assinatura do decreto e o reconhecimento da ABiogás, a Prefeitura reforça seu compromisso com as metas do Plano Municipal de Mudanças Climáticas (PlanClima SP) e com a redução de emissões até 2028.
O Programa BioSP é resultado de um Grupo de Trabalho Intersecretarial criado em maio pelo prefeito Ricardo Nunes e coordenado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, com o objetivo de incentivar o uso do biometano e do gás natural em setores estratégicos da cidade, como o transporte coletivo.
*Com informações da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da cidade de São Paulo.
